Blocos de música eletrônica invadem o carnaval de São Paulo e mostram o poder do techno nas ruas

Grande parte dos paulistas resolveram pular a folia pela capital e diversidade foi o que não faltou

Foto: Unidos do BPM (Facebook)

O carnaval de São Paulo ganhou as ruas e acabou deixando os foliões por aqui mesmo, nos blocos espalhados pela cidade. Muitos paulistanos trocaram a praia e outras capitais carnavalescas por ficar em nossa capital, mas um público específico surpreendeu a folia este ano: os fãs de música eletrônica.

Foram mais de 8 blocos oficiais que trouxeram para as ruas o melhor do cenário eletrônico de Sampa. Bloco SP Beats, Unidos do BPM e D-Rrete, por exemplo, mostraram suas caras no feriado. Festas e casas de enorme sucesso que atraem todos os meses milhares de apaixonados por house music, techno e disco.

Confira outros blocos de música eletrônica que desfilaram esse ano, em Sampa:

Bloeko

Abriu os trabalhos no comecinho do carnaval eletrônico de São Paulo, no dia 3 de fevereiro. O local foi praticamente o mesmo para todos os blocos de música techno, tornando o centrão antigo da cidade praticamente um reduto do estilo. No line os djs Exequiel, Treta Vadio, Luiz Pareto e a dupla da Colors Soundsystem.

A galera curtiu o after no Lions Nightclub, na Brigadeiro Luís Antônio.

Tekno Block

O Tekno Block rolou no dia 10 de fevereiro, na Praça Manoel da Nóbrega, ao lado do Pátio do Colégio. O line foi caprichadíssimo com os djs Paulo Foltz, Le.boomy, Liber Pater e Rumbl, levando para as ruas um sound system reforçado.

Love Parade

De Ibiza para São Paulo, a Love Parade foi uma das novidades desse carnaval. O DJ e Produtor Paul Ross é o criador da Love Connection D’ Ibiza desde o ano 2000 na Europa, fazendo escalas em Ibiza, Madrid e Rio de Janeiro. 

Este ano, o estreante dos blocos de música eletrônica decidiu trazer o evento para São Paulo com quatro elementos que compõem o seu evento: Moda, Arte, Música e Gastronomia.

Bloco das Vampiras Safadas e Seres Fantásticos de SP

O bloco eletrônico de São Paulo que transformou o Teatro Municipal e todo o percurso em uma enorme pista de techno e suas vertentes.

Organizado pela Vampire Haus, o Bloco das Vampiras Safadas e Seres Fantásticos de SP trouxe uma série de atrações para animar a noite paulista, como The Princess of Death (Pornceptual Berlin) e o Casal Belalugosi feat LiiiBELULA long set (Vampire Haus).

Carnaval é lugar pra todo mundo, sim!

Para Cacá Ribeiro, um dos idealizadores do Club Jerome, é fundamental essa miscigenação de ritmos em uma festa tão popular como o Carnaval. “Tomar conta das ruas com sucessos novos e antigos é o objetivo do Carnaval, mas não podemos esquecer da diversidade dessa música e do seu público. Pensar no cenário eletrônico e dar espaço para esse movimento, que cresce em todo Brasil, é ser democrático e verdadeiramente brasileiro”, afirma o produtor em entrevista ao Clubbing.

A casa abriu durante todo feriado e foi um sucesso absoluto. “O ambiente pequeno e com ótima acústica do Club Jerome traz lembranças dos movimentados clubs de música eletrônica dos anos 90″, concluiu Cacá Ribeiro.

Para Paulo Tessuto, criador de um dos principais projetos de música eletrônica de São Paulo, a Carlos Capslock, voltar mais um ano para o Carnaval de São Paulo foi um passo definitivo para a festa. “A gente participou no ano passado também e no anterior eu toquei no bloco Unidos Do BPM. A evolução foi uma coisa fantástica. Não só para nós mas também para Carnaval de São Paulo em si. A presença ostensiva de festas independentes também mostra a força que esse movimento tem a necessidade de questionamentos quanto a regulamentações vigentes, políticas de incentivo, criação de um distrito para esses movimentos poderem atuar de forma sustentável”, nos contou Tessuto em entrevista exclusiva.

A Carlos Capslock desfilou dia 13 de fevereiro nas ruas da República, ao lado de artistas vanguardistas da cena eletrônica da cidade, como Mamba Negra, Gop Tun, entre outros.

“Dia 2 de Março vai rolar o Encontro Da Produção Cultural Independente na Praça Das Artes. Um evento apoiado pelo Goethe-Institut, Consulado Da Alemanha e Clubcomission Berlin. Trabalhamos durante um ano na articulação desse evento e esperamos que essa experiência seja muito enriquecedora tanto para a cidade quanto para os coletivos”, completa Paulo, lembrando que movimentos como esse ganham muito mais força quando há atuação conjunta e organizada.

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