Um dos principais nomes das festas de música eletrônica, Gezender indica os 5 melhores DJs pra conhecer o underground de SP

As festas de música eletrônica em São Paulo ganham cada vez mais espaço na vida cultural da cidade. Exemplo disso, é a última comemoração do Dia da Música Eletrônica, que trouxe uma semana inteira de programação pela primeira vez. Mas em tempos de tanta efervescência de discussões culturais bem polarizadas, resolvemos bater um papo com Gezender – um dos melhores DJs da noite underground de São Paulo, ele produz a festa Sangra Muta e é membro do coletivo multiartístico responsável por uma das melhores festas em São Paulo, Mamba Negra.

Como vai você a noite?

A cena construída pelas festas de música eletrônica em São Paulo rende intensas noites, especialmente pelo centro da cidade. Mas a busca por espaços adequados ainda é uma das maiores dificuldades para o desenvolvimento de projetos que não são residentes em casas noturnas.

“A falta de espaços pra festas e as restrições impostas pelos órgãos públicos limitam as possibilidades de descoberta de novos pontos na cidade”, explica Gezender.

E se engana quem pensa que assunto sério não se mistura com a noite, viu? O DJ e produtor comparou as “batalhas” pra existência da vida noturna a um cenário social mais amplo:

“Acho que isso é um reflexo da poda de liberdade que temos sofrido como um todo, enquanto cidadãos e não só noite. Ainda assim, seguimos cheios de festas toda semana, feitas dentro das condições e realidade que nos é alcançada.”

E em um lugar que abriga uma diversidade tão grande de festas de música eletrônica e atrai os melhores DJs, como São Paulo, a relação entre a vida social da cidade e os movimentos underground torna-se ainda mais estreita.

“São Paulo sempre teve uma vida noturna super forte, a noite aqui já é parte da cultura da cidade. Esses movimentos refletem o momento em que vivemos e essa tomada de uma consciência mais política em relação ao que se faz (ou resiste), nada mais é do que a conversa entre tempo e exercício de arte. Isso importa porque traduz a necessidade de existir, de falar e de colocar em pauta aquilo que queremos dizer.”

Música underground, mas quem sabe mainstream

A ascensão das melhores festas em São Paulo rolou mais ou menos ao mesmo tempo em que novos nomes da música nacional viram o grande público tornar-se mais aberto a produção artística brasileira. Tão aberto que, para Gezender, a barreira entre música mainstream e underground “é quase invisível hoje”.

As definições de undeground foram atualizadas

Mas como “quase invisível” não quer dizer inexistente, Gezender ressalta que vê uma  outra possibilidade de usar essas definições. “O que entendo como underground hoje é muito mais uma convicção ideológica do como e porque se faz algo do que pela estética, que é apropriada constantemente pelo mainstream. Essa apropriação é chata, mas de certa forma faz com que nos reinventemos o tempo todo”, conta.

E quando o DJ fala em reinvenção ele não tá exagerando, não. Exemplo disso são os 5 DJs das festas de música eletrônica undeground que você PRE CI SA conhecer pra entender a cena de São Paulo. “A gente tem muito o que mostrar pro mundo e falta de bons artistas não é um problema”, conclui. É real, os melhores DJs, ouve só:

Badsista

Mari Herzer

V:Almeida

Dany Bany

Mari Perrelli

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