A música de Amy Winehouse segue viva sete anos depois da cantora marcar o mundo com sua vida e morte

Amy Winehouse passou pelo mundo como um raio. De voz forte, intensa como sua criatividade também era, ela cativou meio mundo, chocou a outra metade, mas o fato é que todos falavam sobre Amy Winehouse e, por isso, sua morte parou o mundo da música há sete anos.

O legado que Amy deixou é enorme e muito rico culturalmente. Além da voz que já embalou muitas bads nesse mundão, o visual da artista consolidou-a no imaginário popular, além de ter sido reconhecida como ícone fashion por importantes nomes da moda. Karl Lagerfeld chegou a classificar Winehouse como a “nova Brigitte Bardot”.

O debut

Em 2003, Winehouse estreava profissionalmente no mundo da indústria musical. Depois de um contrato assinado com a Universal Music após noites e noites cantando em barzinhos de Londres, Amy estreou com a compilação Frankie no Reino Unido. O álbum demorou um tempo para cruzar oceanos mercadológicos e só foi lançado nos Estados Unidos, Japão e Austrália em 2007.

A recepção da crítica não poderia ser melhor. Em seu álbum de estreia no mercado musical, Amy Winehouse conseguiu ser indicada ao Brit Awards e nomeada ao Mercury Prize. Frankie ainda entrou para a lista de 1001 Álbuns que Você Precisa Ouvir Antes de Morrer, do escritor Robert Dimery.

O auge

Imagine que enorme deve ser a pressão de criar um próximo álbum, quando seu anterior fez um sucesso tão estrondoso? O público cria expectativas, as mais variadas, e claro que Amy também tinha seus anseios em relação ao próprio trabalho, coisa que a levou a um bloqueio criativo.

Depois de um bom tempo promovendo o disco de estreia, Winehouse declarou que não tinha sobre o que escrever, já que não pretendia fazer um segundo álbum sobre como divulgar o primeiro. Mas Amy não sabia que esse período de criação para o Back to Black marcaria sua vida de forma tão dramática. A artista conheceu Blake Fielder-Civil, assistente de vídeo da cantora nessa época, e apaixonou-se pelo cara, que já namorava. É aquela história de desilusões amorosas que impulsionam a criatividade, mas vale pontuar: através da dor.

Com letras que versam sobre desilusões amorosas, a relação de Amy com seus vícios e até sua relação consigo mesma, Back To Black chegou ao mundo em 2006, todo produzido por Mark Ronson e composto por Winehouse. Nas letras, uma visão bem mais madura sobre relacionamentos amorosos, mas um ponto de vista amadurecido por decepções.

O álbum foi um fenômeno à parte na carreira da cantora e o que de fato impulsionou seu nome a nível global. Com o formato da indústria musical, que pega um produto e o torna massivo o quanto for possível, a cantora ficou anos fazendo shows com o repertório do Back To Black como um dos atrativos em seus concertos e isso, não foi nada bom para a saúde mental de Amy. Em entrevistas, a cantora chegou a falar que não conseguia esquecer as desilusões sentimentais pelas quais passou, já que era constantemente relembrada dessas memórias pelas letras de sua música.

E o público?

A trajetória de Winehouse levantou muitos questionamentos quanto a limites da imprensa, exposição de pessoas famosas e até mesmo o papel do público. A cantora passou por fases de muito consumo de álcool e drogas pesadas, tudo diante dos olhos do mundo inteiro. Com o alto consumo das músicas, como falamos, a agenda de shows de Amy era extremamente atribulada a ponto de não fazer bem a artista, por vezes claramente exausta em apresentações.

A morte da cantora dividiu opiniões e dedos, sendo que alguns apontaram para o pai da cantora, outros para Blake e o resto apontou para Amy Winehouse, culpando a estrela e diva do soul por sua própria tragédia. Independente do que há por trás dessa história e de como as relações por trás dela se estabeleciam, fato é que a cantora consagrou-se no imaginário popular por sua sensibilidade como compositora e intérprete, uma voz contralto marcante e personalidade avassaladora que fazia pulsar qualquer plateia ao assistir tanta verdade e entrega em cima de um palco.

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