Pessoas param de descobrir música nova aos 30 anos, segundo pesquisa

A idade de maior descoberta musical é aos 24 anos

Pessoas param de descobrir música nova aos 30 anos

A idade vai chegando e parece que a gente acaba ficando mais preguiçoso de ir atrás das coisas. Quanto mais jovem, mais ativo e mais ligado nas novidades a gente é. Você sabia que a maioria das pessoas param de descobrir música nova aos 30 anos? Pois é.

Muitos ficam chocados, outros entendem completamente isso. Após essa idade, as pessoas tendem a não ter o mesmo interesse e motivação para novas descobertas sonoras e musicais. Pelo menos, é o que aponta o estudo feito pela Deezer, serviço francês de streaming, revelado em uma reportagem da Business Insider. Lá eles avaliaram mil participantes britânicos, concluindo que a maioria das pessoas atinge a uma conhecida “paralisia musical”.

O que mais a pesquisa revelou

Parece que, até então, a melhor fase para nós descobrirmos novos singles é antes de completarmos a terceira década de vida, aquele famoso trintão. Cerca de 19% dos entrevistados falaram que se sentem sobrecarregados com número de músicas que o mundo oferece, afinal, música nova a gente tem todo santo dia.

Enquanto isso, 16% culparam a vida profissional que exige muito deles e mal sobra tempo para se atentar às novidades do mundo da música. E os 11% restantes falaram que estão ocupados cuidando dos filhos na maior parte do tempo. Mas, calma que não para por aí não: quase metade do total de participantes da pesquisa gostaria de ter mais tempo para dedicar-se à descoberta de músicas novas.

As pessoas ficam presas à uma rotina musical

É aí que tá o problema, mas que a gente ama também: 60% das pessoas admitiram estar presos em uma “rotina musical”, escutando as mesmas músicas dos últimos anos. Esse é um ponto que até os jovens se apegam, mas que para eles não é um fator que os fecha de novas descobertas da música.  

A Deezer também teria descoberto que a melhor fase para descobertas musicais é a dos 24 anos. Nessa idade, 75% dos entrevistados ouvem dez ou mais singles por semana, enquanto 64% procuram pelo menos cinco novos artistas por mês. É disso que gostamos!

O que fica na cabeça por anos

A matéria da Business Insider também comparou o estudo da Deezer com outros relacionados. Em 2015, ao analisar dados dos usuários do Spotify nos EUA e do Echo Nest, o blog da Skynet & Ebert descobriu que o gosto musical adolescente era dominado pela música pop, e isso diminui conforme a pessoa cresce e envelhece. Ou seja, chegando aos 33 anos, dificilmente alguém escutaria música nova.

Já o economista Seth Stephens-Davidowitz analisou, agora em 2018, dados do Spotify no New York Times. Ele descobriu que um hit lá da nossa época de adolescência continuaria popular nas nossas mentes uma década depois. “‘Creep’, do Radiohead, por exemplo, é a 164ª música mais popular entre homens de 38 anos, porém a música nem chega ao top 300 para os que nasceram dez anos antes ou depois”.

Nós gostamos de música nova, de música velha, de música de todos os tipos. Afinal, música é vida. Música nos alegra, eleva o nível de serotonina no sangue ao ouvir aquele hit favorito. Música move o mundo! Música mexe o corpo inteiro e a nossa mente. Será que isso se manterá até os nossos 30 anos? Esperamos para ver!

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