#TBT Daniel Peixoto e as ousadas letras do Montage ganhavam clubbers e roqueiros nos anos 2000

Quem ferve pelas festas de São Paulo desde a primeira década dos anos 2000, especialmente o final dela, certamente já deve ter ouvido alguma música da dupla Montage. Composta por Daniel Peixoto e Leco Jucá, o duo trazia uma sonoridade intrigante que equilibrava elementos do rock e da música eletrônica. Com esses elementos sonoros unidos a letras que versavam sobre os mais diferentes temas: de prostituição à benflogin, de vida noturna à Pombagira.

Referências são essenciais

A extensa variedade de assuntos presentes nas letras do Montage, compostas pelo vocalista Daniel Peixoto, reflete bem a diversidade sonora com a qual a dupla trabalhava em suas construções sonoras, elaboradas pelo DJ Leco Jucá. The Prodigy, Daft Punk, Madonna, Vive La Fête e Iggy Pop são alguns dos nomes declarados como influências do projeto.

Iniciado como um trio, em 2005, o projeto durou até 2009, quando estavam em maior notoriedade. Naturais do Ceará, eles vieram pra São Paulo em 2006 e o álbum de estreia, I Trust My Dealer, chegou dois anos depois. Com espaço em eventos que iam de festivais de rock às melhores pistas das festas de São Paulo – como a do saudoso clube Glória – o Montage via sua popularidade crescer com participações em programas como Infortúnio com Funérea, um hit entre o público da antiga MTV.  

O lado rock do Montage ia além de sua musicalidade. No palco, Daniel Peixoto fazia performances que deixavam claras toda a personalidade do projeto, que mesclava uma estética pop aos beats de música eletrônica e aos riffs de guitarra. A ousadia era inerente ao trabalho desenvolvido por eles, uma vez que assuntos como sexualidade e a vida noturna das intensas festas de São Paulo eram assuntos bem menos falados do que são hoje. Na época, a música LGBT não contava com tantos artistas que eram assumidos ou com músicas que falassem de sua realidade, daí vem o pioneirismo do duo.

Acabou, mas ainda tem

Depois do fim, a dupla se reuniu em 2015 para celebrar os 10 anos do projeto. Mas Daniel Peixoto segue vivo, criativo e produzindo canções que tem na música eletrônica sua maior base. Em 2017, ele lançou o disco Massa, seu segundo álbum solo.

A verdade é que, no Montage ou em carreira solo, Daniel Peixoto é ícone da música LGBT nacional e foi através de suas letras que muitas pessoas tiveram contato com temas como religiões de matriz africana, liberdade sexual e vida noturna.   

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